PF de São Paulo extradita para Espanha Carlos Garcia Juliá condenado a 193 anos de prisão
Juliá foi condenado por cinco mortes no Massacre de Atocha, em Madri, em 1977
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Foto: Reprodução
A Polícia Federal realiza nesta quinta-feira (6) a extradição de Carlos Garcia Juliá, condenado a 93 anos de prisão na Espanha, após ter participado de um atentado terrorista conhecido por “Massacre de Atocha”, em 1977. A extradição dele já havia sido autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em agosto do ano passado.
Garcia Juliá e outros dois homens que integravam um grupo de extremista contrarrevolucionário de direita “Falange Espanhola”, contrário a movimentos sindicais, invadiram um escritório de advocacia trabalhista em Madri e mataram a tiros cinco pessoas. Outras quatro ficaram feridas no ataque.
Após o massacre, Juliá chegou a ser preso e cumpriu pelo menos 14 anos de prisão na Espanha, mas quando obteve liberdade condicional, fugiu para a América do Sul.
No STF, a defesa dele alegou que os crimes foram cometidos por motivação política, o que impossibilitaria a extradição, conforme a Constituição brasileira, e que o extraditando foi condenado por tribunal de exceção. A ministra e relatora do caso, Cármen Lúcia, compreendeu os argumentos, porém, explicou que os fatos relatados na sentença da Espanha não refletiam ato político.