PIB do Brasil cresce quase 3% em 2025, aponta IBGE

Agropecuária foi o principal destaque, que registrou um crescimento de 11,7% em 2025

Por Da Redação
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PIB do Brasil cresce quase 3% em 2025, aponta IBGE

Foto: Reprodução/Trillux

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta terça-feira (3), que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3% em 2025. Em valores correntes, a economia brasileira totalizou R$ 12,7 trilhões no ano. Este resultado representa uma desaceleração em comparação a 2024, quando o Brasil cresceu 3,4% e é o menor número em cinco anos. 

Ainda assim, o número marca o quinto ano seguido de crescimento da economia brasileira. No quarto trimestre de 2025, o PIB cresceu 0,1% em relação aos três meses anteriores, mantendo-se praticamente estável. A agropecuária foi o principal destaque, que registrou um crescimento de 11,7% em 2025. 

Esses números são resultado dos aumentos na produção e dos ganhos na produtividade de várias culturas, com destaque para o milho (23,6%) e a soja (14,6%), que alcançaram recordes no ano. A agropecuária responde por 33% de todo o crescimento da economia do ano passado. 

Segundo a coordenadora de contas nacionais do IBGE, Rebeca Palis, as safras de milho, laranja e soja também tiveram um recorde, pesando 45% da lavoura. Já o setor de serviços, apresentou um avanço de 1,8% no ano e registrou um crescimento de todas as atividades em 2025, mesmo com o alto nível de juros. 

Outros destaques foram informação e comunicação (6,5%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%) e transporte, armazenagem e correio (2,1%). 

Consumo das famílias 

O consumo das famílias registrou um crescimento de 1,3%. Conforme o IBGE, este resultado é reflexo da melhora do mercado de trabalho no ano, com crescimento da massa salarial real, do aumento do crédito e dos programas de transferência de renda do governo. Mesmo assim, o número ainda representa uma desaceleração em comparação a 2024, quando cresceu 5,1%.

Essa desaceleração já era prevista devido aos altos níveis da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 15% ao ano, e pelo alto endividamento das famílias. O volume de investimentos, por sua vez, chamados pelo IBGE de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), cresceu 2,9% em 2025, impulsionado pelo aumento na importação de bens de capital, pelo desempenho de software e pelo bom desempenho na indústria de construção.
 

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