Polícia do Rio procura quatro jovens de classe média alta por estupro coletivo em Copacabana
Vítima de 17 anos teria sido atraída para 'emboscada' por ex-namorado em apartamento de luxo.

Foto: Divulgação
A Polícia Civil do Rio de Janeiro faz buscas por quatro jovens de classes média e alta suspeitos de um estupro coletivo contra uma jovem de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul. O crime ocorreu no final de janeiro em um apartamento na Rua Viveiros de Castro. Os acusados já tiveram a prisão preventiva decretada e são considerados foragidos da justiça.
Os procurados foram identificados como Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos; Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos; João Gabriel Bertho Xavier, 19 anos; Matheus Veríssimo Zoel Martins, 19 anos.
Um quinto envolvido, um menor de 17 anos que teria atraído a vítima para o local, também é procurado pela Vara da Infância e da Adolescência.
Segundo as investigações da delagacia de Copacabana, a vítima foi atraída para o imóvel pelo ex-namorado, o menor de idade, sob o pretexto de um encontro romântico. O apartamento pertence ao pai de um dos acusados e é utilizado para aluguel por temporada.
Ao chegar no local, a adolescente foi levada a um quarto. Durante o ato com o ex-namorado, os outros quatro homens invadiram o cômodo e iniciaram as agressões físicas e sexuais. Câmeras de segurança do prédio confirmaram a entrada e a saída do grupo no horário do crime.
"Ela foi atraída para o que estou chamando de emboscada. Foi achando que teria algo apenas com esse rapaz e apareceram os outros quatro", afirmou o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP.
A vítima procurou a delegacia logo após o crime, apresentando sangramentos e hematomas. O exame de corpo de delito confirmou lesões graves na região genital, além de escoriações nas costas, glúteos e suspeita de fratura na costela.
De acordo com a polícia, a jovem relatou ter sofrido: socos, tapas e chutes na região abdominal, xingamentos e humilhações durante o ato. Ela tentou deixar o quarto, mas foi impedida pelos agressores.
Neste sábado (28), a Polícia Civil realizou a operação "Não é não" para cumprir os mandados de prisão, mas nenhum dos suspeitos foi localizado em seus endereços. Dos quatro adultos, apenas dois possuem passagens anteriores pela polícia por envolvimento em brigas (rixa).
O grupo foi indiciado por estupro coletivo qualificado por a vítima ser menor de 18 anos. Caso sejam condenados, as penas podem chegar a 20 anos de reclusão.


