Por maioria, STF rejeita pedido de liberdade da defesa de Zé Trovão
A prisão do caminhoneiro foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes

Foto: Reprodução/Redes sociais
Com maioria formada, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, nesta segunda-feira (18), o pedido para reverter a prisão preventiva do caminhoneiro Marco Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão. O ministro Alexandre de Moraes efetuou o mandado no dia 3 de outubro.
O caminhoneiro é investigado por financiar e gravar vídeos supostamente incitando à violência contra instituições, incluindo o próprio STF, em atos de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no 7 de setembro. Zé Trovão foi para o México, na ocasião, para evitar ser preso.
Até o momento, oito dos ministros da Corte seguiram a decisão do relator, ministro Edson Fachin, de rejeitar o pedido. O julgamento segue no Plenário virtual do STF.
Em decisão monocrática, o ministro negou habeas corpus ao caminhoneiro, afirmando que "não é cabível", e voltou a proferir, após a decisão de outro membro da Corte.
O canal do YouTube de Zé Trovão, nomeado de "Zé Trovão a voz das estradas", foi retirado do ar. Com 40 mil inscritos, ele incitava caminhoneiros a fechar as estradas brasileiras durante os atos pró-Bolsonaro, além de pedir a "exoneração dos 11 ministros do STF" e criticar a realização da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), do Senado, que investiga irregularidades em ações do governo federal durante a pandemia da Covid-19.