Terreiro de candomblé em Alagoinhas é vandalizado pela segunda vez em 15 dias
O terreiro teve peças sagradas destruídas e incendiadas

Foto: Reprodução / Redes Sociais
O terreiro de candomblé Ile Yabotô Axé Omí Lejikan, localizado na cidade de Alagoinhas sofreu atos de vandalismo nesta segunda-feira (2). Segundo o babalorixá da casa, Pai Lucas, é o segundo ataque sofrido em menos de 15 dias.
O terreiro teve peças sagradas destruídas e incendiadas. Objetos obscenos também foram deixados no local. O babalorixá afirma que o primeiro ataque aconteceu no dia 23 de janeiro.
Pai Lucas conta que membros do terreiro estavam no local no último sábado (30) e constataram que não havia novos danos. Além disso, informou que o local não possui câmeras de monitoramento, o que dificulta a identificação dos criminosos. “Não podemos deixar passar atitudes como essas, que são a demonstração mais evidente da intolerância religiosa que, infelizmente, ainda persiste em nossa sociedade”, diz Pai Lucas.
Uma denúncia foi registrada no Centro de Referência e Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, que é vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi).
A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos informou que o Centro de Referência (CR) acompanha o caso. "Na sexta-feira, o responsável pelo terreiro tem uma reunião com os dirigentes do CR e toda a rede, para expor o caso e alinhar as ações", afirma o órgão.
A Polícia Civil informou em nota que a 1° Delegacia Territorial (DT) de Alagoinhas investiga uma denúncia de intolerância religiosa. Conforme a denúncia, o local foi danificado por um homem.


