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Video: em defesa de penduricalhos, juíza diz que magistrados precisarão pagar por combustível e café: 'mal tem um lanche'

A magistrada ainda perguntou o porquê do subsídio do magistrado não tem recomposição anual como o salário mínimo.

Por Da Redação
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Video: em defesa de penduricalhos, juíza diz que magistrados precisarão pagar por combustível e café: 'mal tem um lanche'

Foto: Reprodução

A presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), a juíza aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares, reclamou sobre os custos pagos pelos magistrados, citando despesas com combustível, plano de saúde, apartamento funcional e até lanches. A fala ocorreu na quarta-feira (25),  no Supremo Tribunal Federal, durante o julgamento  da liminar do ministro Flávio Dino sobre os penduricalhos.[Vídeo no fim da notícia] 

“Juiz de primeiro grau não tem carro, paga do seu próprio bolso o combustível, o carro financiado, enfim. Não tem apartamento funcional, não tem planos de saúde, não tem refeitório, não tem água e não tem café, ministro Dino. [...] Nós pagamos, eu pelo menos quando tava na ativa, pagava o meu junto com a minha equipe”.  

A ex-juíza continuou a crítica afirmando que “desembargador também não tem quase nada, a não ser um carro”, citando a falta de lanches no Rio de Janeiro. 

“Mal tem um lanche. Pelo menos no Rio de Janeiro, eu não estou sabendo mais dos lanches”, acrescentou. 

Entre as reclamações sobre os gastos, a juíza apresentou o argumento de que o subsídio de R$46 mil sofre com reduções chegando a R$24 mil líquido e mencionou que os magistrados não têm segurança jurídica, ao citar os 20 anos de fixação do subsídio.  
“Muita preocupação por conta dessa insegurança. Não tem nenhum penduricalho porque não tem nada pendurado em lugar nenhum”, pontuou. 

Ela ainda questionou aos presentes a razão pela qual o salário mínimo tem reajustes enquanto o subsídio da magistratura não.   

“O salário mínimo tem recomposição anual, por que o subsídio da magistratura não pode ter? Não é possível, chegamos nesse estado de coisas”, disse. 

Remuneração da ex-juíza

Cláudia Márcia de Carvalho Soares recebeu em dezembro  aproximadamente R$113,8 mil líquidos, de acordo com informações presentes no contracheque. O valor, que também pode incluir parcelas como 13° salário, é superior ao teto constitucional do funcionalismo público, que é fixado em R$ 46.366,19 e corresponde ao subsídio dos ministros do STF. 
 

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