Vídeo: "Vamos entrar na lista do trabalho escravo", reclama desembargadora sobre fim dos penduricalhos dos magistrados

Foto: TJPA
A desembargadora do Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA), Eva do Amaral Coelho, afirmou que os magistrados iriam passar a enfrentar dificuldades financeiras após as verbas remuneratórias terem sido reduzidas. A declaração aparece em vídeo divulgado pela Lawletter.
No discurso, Coelho diz que devido aos cortes os colegas estão deixando de ir a consultas médicas e pagar medicamentos, “colegas estão deixando de frequentar gabinetes de dentistas porque não vão poder pagar consulta, outros estão deixando de tomar remédios".
Para a desembargadora, com o corte dos auxílios a classe estaria próximo de serem potenciais trabalhadores em condições analógas a escravidão. “Não temos direito a auxílio-alimentação, não temos direito a essa tal gratificação por direção de foro, vocês cortaram, cortaram... Enfim, daqui a pouco a gente vai estar no rol daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão.”
A magistrada acredita que os benefícios são compativéis com a quantidade de horas trabalhadas pela categoria. Além de ter criticado o o uso do termo "penduricalhos".
“Nós trabalhamos um número enorme de horas extras em casa, inclusive final de semana quando se está de plantão. De plantão nós não estamos aqui, nós estamos trabalhando em casa. E fora os dias que se trabalha à noite revisando votos, voto em plenário virtual, revisando voto de colegas. Então, dizer que o juiz não trabalha e que percebe essas verbas, essas verbas como privilégios, como ‘penduricalhos’, uma expressão tão chula”.
Remuneração do judiciário
De acordo com dados recentes do Tribunal de Justiça do Pará, o subsídio inicial de um juiz inicial é é de R$ 35.877,26. Com a progressão na carreira, esse valor pode chegar a R$ 41.845,48, no caso de desembargadores.
Além do salário fixo, a classe também recebe verbas de auxílio-alimentação, no alor de R$ 3,500 fixado em portaria de 2026.
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