BOA PERGUNTA

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BOA PERGUNTA

O artigo, intitulado Governo ou Crime Organizado, publicado hoje pelo indomável Joaci Góes, na Tribuna da Bahia, é uma ode à coragem, destemor, clareza e, por que não, é uma peça literária de extremo valor jornalístico.

Joaci qualifica o retrato fiel de nossa conturbada vida política, desempenhada em todos os cometimentos do poder político, de tal modo que não faltam adjetivos, que a defina como o último degrau da degradação moral. É, sem pestanejar, a dicionarização de um mundo político, uma vez guardadas as poucas exceções, que faria corar de vergonha a própria lama com que sustenta as instituições, em seus dias derradeiros.

Quem lê com olhos lúcidos este texto, não pode deixar de antever o destino final das nossas instituições políticas. Elas não contém, segundo as palavras demolidoras do inteligente articulista, mais nenhuma sopro de vida a sustenta-lo, persistindo apenas pela tirania e as elucubrações desavergonhadas dos seus malditos corifeus.

Com tantos epítetos tão bem colhidos na língua portuguesa por Joaci Góes, os traidores do povo são lançados no Lago Cocite, conhecido como lago das lamentações e formado pelo sangue e pelas lágrimas dos injustamente condenados, como vaticina a Divina Comédia, na qual, Dante Alighieri, reserva aos traidores da pátria um lugar especial e tenebroso, denominado Antenora que, sob a direção de Lúcifer, ali permanecerão esquecidos e desonrados, imersos no gelo pela eternidade, com seus rostos virados para cima!

Não pode ser outro o destino de tantos ministros, políticos e funcionários que mereceram, sem tirar nem botar, as qualificações identificadas por Joaci Góes e nenhum deles escapará à cachoeira de água e sangue vertente do Rio Estige, engolfados na lama do rio, formada pela corrupção e crueldades que encenaram em vida.

Afora a alegoria dantesca, a pergunta que o jornalista nos deixa ao fim do seu artigo é se “temos um governo a comandar o país ou já somos governados por uma organização criminosa?” 

Para responder a esta oportuna e esclarecida pergunta, devemos considerar as mudanças em estão em curso. Lentas, é verdade, mas consistentes e duradouras. Se  ainda não foram suficientes para levantar a opinião pública brasileira e internacional, vem ganhando os contornos necessários à tomada de uma  consciência à altura das contundentes palavras com que Joaci qualificou o inferno político. Ao desenhar com clareza singular o avanço das correntes democráticas no país, Joaci nos permite concluir que nenhuma força política isoladamente é capaz de propor e conduzir um programa de recuperação nacional e alcançar o continente democrático pelo qual lutamos.

As eleições que se aproximam realizadas sob supervisão internacional, supõe o caminho necessário e viável para a formação de uma grande aliança, capaz de produzir a ruína do regime, tão bem descrito neste brilhante artigo de Joaci Góes.

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