Tudo leva a crer que chegamos ao fim da linha. O desembarque está próximo. Era muito cedo para que a navegação dependesse apenas do povo brasileiro. Todavia, a rota foi traçada pelas próprias contradições do lulopetismo, o mais despreparado, corrupto e submisso governo da nossa História republicana. A leitura da última edição da revista britânica The Economist pregou, através do seu editorial, o último prego que faltava ao caixão mortuário, expressivo do atraso econômico, alianças nocivas e descalabro político.
Como sabemos, a publicação liderada pelas famílias Rothschild e Anielle, considerou Lula da Silva um presidente decrépito, incapaz de permanecer à frente do governo brasileiro, comparando-o à senilidade do ex-presidente norte-americano, Joe Biden. Apesar dos pesares, contudo, ainda há muitos brasileiros que não percebem as bobagens proferidas por Lula, além de suas cínicas mentiras, sobretudo em seus momentos raivosos e despudorados.
Preocupa-me, sobremodo, o diagnóstico para o qual a revista alerta os capitalistas e investidores do mundo inteiro, sugerindo uma política continuada de desinvestimento em um país submetido à uma jurisdição de risco sistêmico, configurado quando o dinheiro do crime organizado funde-se com os fundos legais dos bancos, tingindo os valores bancários de indecência e inconfiabilidade.
A “compliance”, fundamental ao sistema financeiro torna-se uma ficção, acompanhada das mais sórdidas falcatruas financeiras e as formas mais escandalosas de corrupção, envolvendo, não raro, o próprio sistema político e judiciário do país. Nada se mantém de pé e tudo está sujeito à conversão do regime da lei em uma verdadeira bacanal financeira. O sistema financeiro é fonte de toda perversão moral, como soe acontece em profusão em nosso país.
A contenção de danos fica a cargo dos que tinham o dever funcional de proteger a Constituição e as leis e se transformam em cúmplices dos crimes, senão os seus próprios autores. Ministros do tribunal supremo usam seus imensos poderes para perdoar bilhões de reais das empresas condenadas por crimes confessados e a vestal do mesmo tribunal se vê acusado de lobista a serviço de banco privado, liquidado por autoridade autônoma. O Brasil converteu-se num manicômio tributário, num absoluto desregramento judicial e na falência da segurança jurídica.
O que pode esperar da Revista The Economist, cujos proprietários respondem por 40% da liquidez global do sistema financeiro, um país que experimenta o destroçar de suas fantasias e ver desaparecer o apoio dos capitalistas globais que o sustentou até agora, mercê das facilidades e benesses com que presenteou o sistema globalista?
O domínio da narcocleptocracia bancária mergulhou o governo do apedeuta Lula num mundo cinzento e medonho. A União Européia, numa época de crise profunda, protege seus agricultores e vira as costas ao acordo tão propalado por Lula, a China impõe uma sobretaxa de 55% ao excedente da quota brasileira na exportação de carne, riquezas minerais brasileiras, como as terras raras, passam ao controle norte-americano.
Não adianta chorar o leite derramado. Agora é tarde. Sem o apoio do capital financeiro global, seu parceiro pra toda obra, os maiorais do dinheiro vão cair fora à procura de novos aires. T. S. Eliot, poeta modernista anglo-americano cantou essa pedra: “é assim que o mundo acaba, não com estrondo, mas com uma choradeira”.



