EL AMANECER DE UNA ERA

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EL AMANECER DE UNA ERA

Os relógios marcavam as primeiras horas de uma madrugada, cujos raios de sol prometiam uma manhã de luz e paz, na Venezuela.

Depois de meses de uma expectativa angustiante, tinha soada a hora que um ditador sanguinário e cruel, finalmente, se defrontava com sua sentença.

Nicolás Maduro, herdeiro de um arquétipo ditatorial, pensado e executado por sua mulher, Cilia Flores, e o Tenente Coronel Hugo Chaves, em uma ação estonteante, caía nas mãos de seu principal algoz, a maior potência militar do mundo, presidida por Donald Trump.

É forçoso reconhecer que os países democráticos do mundo inteiro, desde a Europa civilizada à maioria dos países da América Latina, cada um ao seu estilo, apoiaram a ação  militar dos Estados Unidos, saudando o princípio da uma nova era na Venezuela, a qual abria caminho para a democracia e o bem estar de um povo mergulhado na fome e na pobreza. 

As ditaduras espalhadas pelo mundo, todavia, ergueram suas vozes para classificar a intervenção norte-americana como uma violação do direito internacional, reunindo a  China, a Rússia, o Irã, Cuba, Colômbia, Nicarágua e na rabada o Brasil de Lula da Silva, denunciando a agressão à soberania da Venezuela.  

A prisão de Nicolás Maduro – é imprescindível levar em conta-, pior si só, não extinguiu o regime repressor e suas bases institucionais. Permaneceram intactas na Venezuela as instituições responsáveis pelo sistema político corrupto e a “legalidade” manifesta nos órgãos repressores, a exemplo das forças armadas bolivarianas, as milícias armadas, os tribunais de exceção, as  assembleias manipuladas e a própria estrutura do poder executivo, cuja  vice presidente foi empossada, após a prisão de  Nicolás Maduro, enviado para os Estados Unidos, onde  será submetido aos tribunais norte-americanos para julgamento dos seus incontáveis crimes.

É certo que o dia 02 de janeiro raiou na Venezuela, trazendo consigo os augúrios dos novos tempos. Todavia, há muito que fazer até que o país possa ressurgir do regime totalitário e instaurar novas instituições democráticas e a plenitude de um estado de direito. Ao longo da ditadura Chavista, a Venezuela assimilou a influência cubana e dela foi caudatária, permitiu o ingresso e o domínio do terrorismo islâmico, associou-se aos métodos terroristas do Hamas e concedeu à esse grupo uma forte presença em seu território, até o MST brasileiro, movimento terrorista e violento teve seu quinhão na sociedade venezuelana.  

As correntes democráticas, que integram a Oposição venezuelana, dificilmente poderão, sem ajuda e colaboração norte-americana, enfrentar esses poderosos inimigos e desmantelar os cartéis de drogas, além de eliminar a estrutura de um Exército corrompido e comprometido com a repressão sistemática ao povo. 

Será necessário algum tempo para a limpeza do terreno e a recomposição política do país.
Urge também atrair as empresas norte-americanas para a recuperação do petróleo e modernização das usinas, além de massivos investimentos na modernização e operacionalização da infraestrutura do país, defasadas e inúteis. A grande riqueza petrolífera, que faz da Venezuela proprietária da maior reserva de petróleo do mundo, poderá, sem dúvida, como foi no passado, uma fonte de melhoria substancial da qualidade de vida do seu povo, para o qual essa importante riqueza natural da Venezuela, desde o regime  chavista, deixou de  servir à sua população para atender, exclusivamente, aos interesses das grandes potências do oriente, interessadas no lucrativo escambo destinado a armar a Venezuela. 

Neste particular, é essencial o exemplo da Guiana Francesa, cuja recuperação de petróleo por empresas estrangeiras levou o país a um crescimento anual  do PIB em 35%.

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