Assessor de Cláudio Castro foi contratado pelo gabinete de Bolsonaro após tentar atuar como 'fonte humana' da Abin, aponta PF
Polícia Federal encontrou as informações em dispositivos de Alexandre Ramagem
Foto: Reprodução/CNN
Um assessor do gabinete do então vice-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foi contratado pelo gabinete pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro após ter se disponibilizado para atuar como "colaborador" ou "fonte humana" na Agência Brasileira de Inteligência (Abin), segundo arquivos encontrados pela Polícia Federal dm dispositivos do ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem. O conteúdo foi divulgado pelo Jornal O Globo.
Ramagem, em depoimento, negou envolvimento no recrutamento de Carlos Alberto Viana Montarroyos e afirmou que a prática de pagamento de fontes humanas por meio de cargos públicos não era usual. A PF, no entanto, encontrou documentos que indicam Montarroyos como "colaborador" da Abin, assessorando Cláudio Castro e em busca de um cargo federal para obter vantagens políticas.
Os arquivos, encontrados nos dispositivos de Ramagem, detalham que Montarroyos pretendia conseguir um cargo federal e que poderia fornecer mais informações relevantes em troca da nomeação. Em março de 2020, Montarroyos foi nomeado no gabinete regional da Presidência, permanecendo até janeiro de 2023, quando foi demitido pelo governo Lula.
Durante o período no cargo federal, a Câmara dos Deputados questionou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) sobre o sigilo imposto aos dados dos servidores, incluindo Montarroyos, que foi confirmado como servidor lotado no escritório regional do Rio de Janeiro.