Correios registram queda de R$ 2,2 bilhões em receita com taxa das blusinhas
Baixa ocorre em função do fim da isenção de imposto sobre importações de até US$ 50 dólares

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Conforme estudos produzidos pelos Correios, a empresa pública teve uma queda de receita de R$ 2,2 bilhões devido ao fim da isenção de imposto sobre importações de até US$ 50 dólares, conhecido como "taxa das blusinhas".
O fim da isenção está previsto em uma lei aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Lula (PT), que entrou em vigor em agosto.
A entrada da tarifa ajudou a elevar a arrecadação do governo federal em 2024 com encomendas internacionais, comemorada pelos varejistas brasileiros. O argumento utilizado foi que a tributação sobre os produtos brasileiros era maior do que os itens do interior.
Segundo o documento produzido pela empresa, disponibilizado pelo g1, o objetivo era arrecadar R$ 5,9 bilhões com o transporte de mercadorias importadas da China no ano passado. No entanto, a lei em vigor fez com que o total efetivamente arrecadado fosse apenas de R$ 3,7 bilhões (R$ 2,2 bilhões a menos).
"A essa altura (2024), os operadores (empresas que vendem, como Shein, Aliexpress e Amazon) avançaram na estruturação de operações próprias e, com isso, iniciou-se, também, um movimento de migração de carga para esses canais. Como efeito prático, os Correios começaram a perder participação no mercado", afirma o estudo.
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