Especialistas contestam eficácia dos benefícios na hidroxicloroquina
Segundo eles, o tratamento não teve nenhum efeito comparado ao placebo

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Especialistas enviaram uma carta aberta para contestar as conclusões dos ensaios clínicos publicados em importantes revistas científicas sobre o tratamento precoce da Covid-19 com a hidroxicloroquina. Segundo os 37 pesquisadores, o medicamento não teve benefício aos infectados em fase inicial da doença.
“Vimos limitações nas interpretações dos dados, que acabaram interferindo negativamente nas conclusões relacionadas aos sintomas”, disse um pesquisador. Liderada por Marcio Watanabe, professor do departamento de Estatística da Universidade Federal Fluminense, a equipe que fez o documento com estatísticos, matemáticos e médicos, das Universidade de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, de Chicago, de Paris e e Oxford.
Segundo eles, o tratamento não teve nenhum efeito comparado ao placebo, elaborado para ter a aparência exata de um medicamento real, mas com substâncias químicas inativas.“A triste politização desse medicamento fez com que fossem criados obstáculos incomuns na ciência”, diz Flavio Abdenur, matemático pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada.