Esposa de Alexandre de Moraes nega ter recebido mensagens de Vorcaro
Diálogo investigado no inquérito do Banco Master teria ocorrido em novembro de 2025

Foto: Ricardo Stuckert /PR
A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ter recebido mensagens do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Os conteúdos teriam sido enviados no dia da primeira prisão do empresário, em 18 de novembro de 2025, e fariam referência ao processo que ele enfrenta por fraudes na instituição financeira.
A informação foi divulgada neste sábado (7) pela assessoria da advogada e contraria uma explicação anterior apresentada por Moraes sobre o material encontrado pelos investigadores.
Segundo a defesa, os registros aparecem apenas como imagens salvas em diferentes pastas no celular de Vorcaro.
Na maioria delas não há outros arquivos nem contatos associados. Em três, há contatos registrados, mas não existem elementos que comprovem que os prints estejam vinculados a essas pessoas.
“Os prints dessas mensagens estão vinculados a pastas de outras pessoas da lista de contatos e não constam como direcionados ao ministro Alexandre de Moraes”, afirmou o ministro em nota.
Uma das imagens com a pergunta “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?” aparece na mesma pasta onde está salvo o contato “Vivi Moraes”. Outra está na pasta em que aparece o contato do senador Irajá Abreu (PSD-TO).
O parlamentar negou ter recebido qualquer conteúdo do empresário. “A informação que Daniel Vorcaro enviou mensagem ao senador Irajá é completamente inverídica”, afirmou a assessoria.
Peritos questionam interpretação dos arquivos
Três técnicos e peritos criminais ouvidos pela Folha de S.Paulo afirmaram, no entanto, que a forma como arquivos aparecem organizados após a extração de dados de um celular não permite concluir automaticamente quem seria o destinatário.
Ao todo, foram identificados sete envios feitos em 17 de novembro de 2025. Para evitar monitoramento, os textos teriam sido escritos no bloco de notas do celular e enviados como prints de visualização única, o que impede que apareçam em quebras de sigilo telemático.


