Herpes-zóster: internações por herpes-zóster crescem 31,6% no Brasil
Causada pelo vírus varicela-zóster (VVZ), doença aparece na pele

Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
O Brasil registrou cerca de 2,6 mil internações por herpes-zóster em 2023, um aumento de 13,6% em relação ao ano anterior, quando foram 2,3 mil ocorrências. Esses dados foram levantados pelo jornal O Globo, com base em informações do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH), do Ministério da Saúde.
A herpes-zóster é diferente das herpes mais comuns, como a labial. Ela é causada pelo vírus varicela-zóster (VVZ), o mesmo responsável pelo quadro da catapora ou varicela. Especialistas consultados pelo jornal afirmam que o vírus é reativado principalmente devido à queda natural da imunidade ao longo da vida.
“Nosso sistema imunológico vai enfraquecendo, o que chamamos de imunossenescência. Outra coisa que pode acontecer é uma doença causar um desequilíbrio imunológico e desencadear a herpes-zóster. Uso de corticoides, desnutrição e casos de imunossupressão também são fatores que aumentam o risco”, explicou o presidente da Sociedade de Infectologia do Estado do Rio de Janeiro (Sierj), Rodrigo Lins.
A maioria dos casos ocorre em pessoas com mais de 50 anos ou que têm o sistema imunológico comprometido. Os sintomas incluem dores nos nervos, formigamento, dormência, ardor, coceira, febre, dor de cabeça, mal-estar e lesões na pele. Em cerca de 10% dos casos, as dores persistem por meses ou até anos após o desaparecimento das lesões cutâneas.