Jerônimo minimiza polêmica da “chapa carniça” e confirma que tem apoio de Otto
Governador da Bahia afastou rumores de crise com o PSD

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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta segunda-feira (19) que conversou por telefone com o senador Otto Alencar (PSD), presidente do partido no estado, e recebeu dele a reafirmação de apoio à candidatura nas eleições de outubro. Segundo o petista, Otto é um “homem de palavra”.
“Otto é dirigente de um partido que nunca escondeu posição. O principal líder do PSD já deixou claro o interesse em continuar conosco aqui. Foi assim com Jaques Wagner, foi assim com Rui Costa e é assim agora. Fidelidade é algo que sempre foi demonstrado. Quem conhece Otto, conhece a palavra dele”, afirmou o governador.
A declaração foi dada durante entrevista coletiva na inauguração da nova Rodoviária de Salvador, no bairro de Águas Claras.
Chapa puro-sangue ou carniça?
Na ocasião, Jerônimo também comentou a polêmica envolvendo uma declaração atribuída a Otto sobre a chamada “chapa puro-sangue” do PT e saiu em defesa do aliado. Segundo o governador, houve uma interpretação equivocada da fala.
Jerônimo lembrou que o próprio senador já se manifestou publicamente para esclarecer o episódio e negou ter usado o termo “carniça” ao se referir à composição da chapa petista.
“Ele já desmentiu. Pegaram uma palavra equivocada. A palavra, para mim, idiota, é o que eu ouvi essa noite”, afirmou.
Entenda
Na semana passada, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o senador Otto Alencar afirmou que o PSD não aceitará a proposta feita pelo PT para a formação da chapa majoritária nas eleições deste ano. A sigla teria oferecido a vaga de suplente ao Senado para Angelo Coronel (PSD) e a vice-governadoria para Diego Coronel (PSD).
Ao explicar a discordância em relação à chamada chapa “puro-sangue”, formada por Jerônimo Rodrigues, Jaques Wagner e Rui Costa, Otto citou como exemplo a eleição de 2006. Na ocasião, Paulo Souto disputou a reeleição com Eraldo Tinoco como vice e acabou derrotado por Jaques Wagner.
Diante desse histórico, o senador avalia que uma chapa exclusivamente petista pode levar à derrota eleitoral. “Chapa carniça pode dar problema”, teria dito o cacique do PSD baiano ao jornal.


