Marcelo Nilo diz que suplência de Wagner ou Rui seria “humilhação” para Coronel
Para o ex-deputado, a melhor opção seria que o senador migrasse para a oposição

Foto: Divulgação/Sandra Travassos
O ex-deputado Marcelo Nilo (Republicanos) comentou nesta quarta-feira (14), em entrevista ao Farol da Bahia, a possibilidade de o PT colocar o senador Angelo Coronel (PSD-BA) na suplência de um dos candidatos ao Senado na chapa majoritária encabeçada por Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições deste ano.
Essa seria a solução encontrada para que o PT conseguisse lançar a chamada chapa “puro-sangue”, com Jerônimo, o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), como candidatos ao Senado sem deixar Coronel desamparado.
Para Nilo, esse movimento representa uma “humilhação” para Coronel, já que retiraria dele o direito de buscar a reeleição na chapa governista, além de evidenciar o “modus operandi” do PT de substituir aliados quando lhe convém.
Ele citou o caso da deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA), que pretendia disputar a reeleição ao Senado nas eleições de 2018, mas foi preterida na chapa majoritária do então governador Rui Costa para dar lugar a Angelo Coronel.
“O PT cortou a cabeça de Lídice da Mata para colocar Coronel e agora está cortando Coronel para colocar Rui Costa, que quer ser senador. Se ele for suplente, é muita humilhação. Muita humilhação. O cara é senador da República e passar para suplente é muita humilhação. Coronel não merece isso”, disparou o republicano.
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Nilo também criticou o presidente do PSD na Bahia, senador Otto Alencar, por um suposto acordo feito com o PT para abrir mão da posição de Angelo Coronel na chapa em troca da vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) para o filho, o ex-deputado federal Otto Alencar Filho (PSD).
“Otto foi muito incorreto com Coronel. É preciso dizer que Otto o abandonou para colocar o filho no cargo vitalício de conselheiro”, reforçou Nilo, ao sugerir que Coronel migrasse para a oposição para disputar o Senado na chapa do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil).
A declaração ocorre após Otto afirmar à imprensa que a posição de Coronel na chapa majoritária não seria inegociável. Na ocasião, ele sugeriu que o partido permaneceria na base governista de qualquer forma.


