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PGR se manifesta contra novo pedido de prisão do Rei do Lixo; terceira fase da Overclean investiga empresário por obstrução de Justiça

Órgão negou solicitação de medida cautelar contra empresário do União Brasil

Por Da Redação
Ás

Atualizado
PGR se manifesta contra novo pedido de prisão do Rei do Lixo; terceira fase da Overclean investiga empresário por obstrução de Justiça

Foto: Reprodução

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra a solicitação de uma nova prisão do empresário José Marcos de Moura (União), conhecido como Rei do Lixo, alvo da operação Overclean, realizada pela Polícia Federal. 

Na terceira fase da Overclean, iniciada na quinta-feira (3), Marcos Moura é apontado como suspeito de obstrução de Justiça. Na representação em que solicitou a autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques para realizar a nova etapa, a polícia alertou que o investigado estaria destruindo provas e pediu a adoção de medidas cautelares. 

No entanto, o procurador-geral, Paulo Gonet, foi contra e o ministro acatou a posição. Segundo a jornalista Malu Gaspar do jornal O Globo, além da destruição de provas, a PF identificou que os investigados estariam criando novas empresas para manter em funcionamento as fraudes. O caso é mantido sob sigilo. 

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Assim como o Rei do Lixo, foram alvos de novos pedidos de prisão Alex Rezende Parente, apontado como chefe do esquema junto de Marcos Moura; seu irmão, Fábio Rezende Parente; Pedro Alexandre Parente Junior, pai de Alex e Fábio; Gabriel Mascarenhas Figueiredo Sobral; Lucas Maciel Lobão Vieira e Clebson Cruz. Os irmãos Parente, Vieira e Cruz também foram presos na primeira fase da operação.

Todos são acusados de integrar uma organização criminosa suspeita de atuar em fraudes licitatórias, corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos por meio do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), especialmente a Coordenadoria Estadual da Bahia (CEST-BA). O esquema teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão.

Ao todo, a operação prendeu 16 pessoas. Dessas, 11 foram soltas por determinação do Tribunal Regional Federal (TRF), em dezembro. Na quinta-feira, o secretário de Educação de Belo Horizonte (MG), Bruno Barral, foi exonerado do cargo. Bruno é ex-secretário de Educação de Salvador e atuou na capital baiana durante a gestão de ACM Neto (União). 

A terceira fase da Overclean cumpriu ainda 16 mandados de busca e apreensão em Salvador, São Paulo, Belo Horizonte e Aracaju. 

Protagonismo do Rei do Lixo e ligação com ACM Neto

A investigação da PF identificou o Rei do Lixo, como um dos 'cabeças' do esquema fraudulento de desvio de emendas parlamentares. Moura é proprietário de um grupo empresarial que atua no ramo de limpeza urbana em dezessete estados do País. 

Filiado ao União Brasil, o empresário é ligado ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. A PF, inclusive, apontou indícios de que era o ex-prefeito quem facilitava os negócios do grupo empresarial por meio de desvios de emendas.

Após os desdobramentos da Operação Overclean apontarem integrantes da cúpula nacional do União Brasil investigados por fraude licitatória e desvio de dinheiro público, as contas do Instituto Índigo, comandado pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto, entraram na mira de dois integrantes do Conselho Fiscal do partido após uma reunião e devem ser encaminhadas ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Tribunal de Contas da União (TCU).

As suspeitas contra Marcos Moura ultrapassaram as fronteiras nacionais. A Homeland Security Investigations (HSI), agência do Departamento Nacional dos Estados Unidos voltada para crimes transnacionais, comunicou à PF que vai abrir uma investigação sobre movimentações financeiras e possível crime de lavagem de dinheiro nos EUA.

A agência identificou que o empresário realizou diversas remessas milionárias a contas no país algumas delas abertas em cassinos locais.

Ao longo da operação, uma série de itens de luxo, como joias e carros, foram apreendidos. Na casa de Moura, a PF apreendeu documentos, carros de luxo e joias de grifes italianas, suíças, britânicas, francesas, alemãs, americanas e brasileiras.

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