Bolsonaro xinga Doria após anúncio de passaporte de vacina para entrar em São Paulo
Presidente é crítico à exigência do comprovante da vacina contra a Covid-19

Foto: Alan Santos/PR
O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), se irritou nesta quinta-feira (9), durante a cerimônia alusiva ao Dia Internacional contra a corrupção, no Palácio do Planalto, e xingou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), por sua decisão de adotar um "passaporte de vacina", a partir do dia 15 de dezembro, caso o Governo Federal não o faça antes disso.
Ao comunicar a medida, Doria disse que um dos locais que irá pedir o comprovante de vacinação é o aeroporto de Guarulhos, que movimentou 2,5 milhões de passageiros só em outubro e é uma porta de entrada para estrangeiros no País. A imposição, de acordo com o governador, tem o objetivo de conter a propagação da variante Ômicron da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.
Bolsonaro, porém, é contra a obrigatoriedade da vacinação e afirma que é melhor "perder a vida do que a liberdade". Apesar de receber apoio de sanitaristas, a promessa de Doria pode esbarrar em questões jurídicas já que o Executivo federal é o responsável por fiscalizar as fronteiras.
Antes de disparar contra Doria, Bolsonaro disse que o governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSL), vai sancionar lei que proíbe a cobrança do comprovante de imunização. “Já um governador aqui da região Sudeste quer fazer o contrário e ameaça: ‘ninguém vai entrar no meu Estado’. Seu Estado é o cace… porr..!”, disse o presidente. “Tem que lutar, poxa”, clamou, por protestos contra as restrições.
Bolsonaro ainda disse que não poderia aceitar a obrigação do cartão vacinal no País, já que ele mesmo não se imunizou. Hoje, o governo publicou portaria em que estabelece quarentena de cinco dias para quem entrar em território nacional por via aérea sem ter se vacinado. Os imunizados estão livres de quarentena. As regras valem a partir do próximo sábado (11).