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Decisão do STF que proíbe missas e cultos na pandemia causa revolta em representantes religiosos

Em entrevista ao Farol da Bahia, pastor fala que decisão é política

Por Ane Catarine Lima
Ás

Decisão do STF que proíbe missas e cultos na pandemia causa revolta em representantes religiosos

Foto: Agência Brasil

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite que estados e municípios proíbam a realização de cultos e missas presenciais durante a pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, gerou revolta entre representantes religiosos. A medida estabelecida pela Corte na última quinta-feira (8), não obriga o fechamento total de templos religiosos. No entanto, a partir de agora, os governadores e prefeitos que quiserem adotar a medida estão liberados pelo STF. 

Em entrevista ao Farol da Bahia, o pastor da Igreja Batista Clamor pela Família, Rozenildo, questionou a decisão do STF e disse que o fechamento dos templos religiosos é uma questão política. “Eu acho a decisão insensata. Se você acorda de manhã para trabalhar e então pega um transporte público superlotado, o que mais transmite a doença é um templo com 30% de membros ou um ônibus lotado de gente? É o ônibus. E porque eles não trabalham em cima disso?”, questionou. 

“Vejo essa questão do fechamento dos templos como uma questão política. Hoje o povo da igreja tem uma voz. Só a Igreja Universal deu 17 milhões de votos para eleger o presidente Jair Bolsonaro, então claro que eles querem calar essa voz. Por trás disso tem uma corrente política. Ninguém está preocupado com quem vai morrer ou deixar de morrer, mas sim com o poder na mão. Eles procuram um alvo para atingir quem está ligado a ele [Bolsonaro]. ‘E olha que eu não sou nem bolsonarista’”, disse. “Eu sou contra essa atitude do Supremo. Foi uma decisão arbitrária. Neste momento, as pessoas precisam de um refúgio para cuidar da alma”, completou. 

Ainda durante a entrevista, o pastor criticou o excesso de medidas restritivas. “As pessoas estão desesperadas com todas essas restrições que estão impondo, tem muito pai de família desesperado”, disse.

Medidas afasta os fiéis 

A pastora Riva Ribeiro, moradora do bairro Santo Inácio, em Salvador, disse ao Farol da Bahia que a proibição das celebrações religiosas ocasiona o afastamento natural dos fiéis e o fechamento de igrejas. Segundo ela, muitas igrejas estão sendo obrigadas a encerrar as atividades porque sem cristãos se “torna complicado manter os custos”. 

“Neste momento difícil as pessoas precisam buscar um apoio nas igrejas, mas quando não encontram a tendência natural de muitas é se afastar. Desde o início da pandemia tento realizar celebrações pela internet, mas o interesse não é o mesmo. Muitas igrejas estão precisando encerrar as atividades porque não tem como manter os custos. A realidade é triste”, disse. “As igrejas precisam voltar a funcionar. Com todos os cuidados sanitários que a situação pede é possível retomar as atividades religiosas com segurança. As celebrações precisam acontecer para que as pessoas tenham outras possibilidades no meio de tanta tragédia", completou. 
 

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