Empresário suspeito de vender maconha líquida para abastecimento de vapes é solto em Salvador
Vitor Lôbo foi preso no dia 10 de março em operação contra venda ilegal da droga

Foto: Reprodução
O empresário Vitor Lôbo, suspeito de vender maconha líquida para abastecimento de vapes, foi solto após cerca de 20 dias na prisão. A informação foi confirmada ao Farol da Bahia pela Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (31).
Em nota, a corporação informou que Vitor Lôbo "contribuiu com as investigações e as informações fornecidas por ele vão auxiliar na identificação e prisão dos demais envolvidos no esquema criminoso". Não foi detalhado qual dia ele foi solto, no entanto, a defesa de Vitor informou ao portal g1 que ele passou a responder em liberdade na última sexta-feira (28).
Vitor Lôbo possui uma empresa autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a vender maconha líquida para finalidades medicinais. As investigações apontaram que o material era comercializado de forma ilegal, como refil de cigarro eletrônico.
Ele foi preso no dia 10 de março, no Corredor da Vitória, área nobre de Salvador, alvo da Operação Salvo Conduto, que pretendia desarticular a organização criminosa. Outro homem também teve o mandado de prisão cumprido em São Paulo, mas ele já estava preso por tráfico de drogas e armas.
Um dia antes da soltura de Lôbo, na quinta-feira (27), o presidente de uma associação de tratamento médico com utilização da maconha também foi preso pela mesma operação. Rafael Gomes dos Santos Oliveira se apresentou na sede do Departamento Especializado de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), em Salvador, acompanhado de um advogado.
Segundo a Polícia Civil, Rafael Gomes falsificou documentos para conseguir a droga de forma irregular.
O inquérito está sendo dirigido pela Polícia Civil da Bahia (PC-BA), porém ao final das investigações, o caso será levado para a Justiça Federal, segundo o pedido do Ministério Público Federal (MPF).