Perdas na aprendizagem devido à pandemia
Confira o nosso editorial desta sexta-feira (10)

Foto: Divulgação
Um relatório conjunto do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgado nesta semana, escancara a magnitude da crise educacional em meio à interminável pandemia da Covid-19.
As agências estimam que os prejuízos causados pelo fechamento das escolas durante a atual crise sanitária mundial podem gerar uma perda de 17 trilhões de dólares em ganhos vitalícios para a geração impactada.
O relatório também evidenciou desigualdades nos acessos à educação. Em países de renda média ou baixa, a quantidade de crianças vivendo em pobreza educacional saltou de 53% para 70%.
E, claro, crianças de baixa renda, com deficiência, crianças mais novas e meninas foram os mais afetados pela perda de aprendizado, com menos acesso à educação remota.
Neste cenário, é urgente a reabertura completa das escolas e a manutenção delas para estancar as marcas nesta geração, na tentativa mais urgente possível de conter mais riscos da inação.
Enquanto isso, os países deveriam implementar programas de recuperação de aprendizagem para garantir que os estudantes dessa geração atinjam ao menos as mesmas competências que as precedentes.