Cientistas desenvolvem cápsula eletrônica para tratamento de doenças metabólicas e neuropsiquiátricas
Dispositivo inovador modula hormônio da fome e abre caminho para novas terapias eletrocêuticas

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Pesquisadores da NYU em Abu Dhabi, do Brigham and Women's Hospital e do MIT desenvolveram uma cápsula eletrônica chamada de FLASH, que pode modular os níveis de grelina, um hormônio responsável pela sensação de fome. A cápsula é considerada um dispositivo eletrocêutico ingerível para a neuromodulação do eixo intestino-cérebro, sendo inspirada no lagarto australiano, com padrões ranhurados e uma superfície hidrofílica para evitar interferências com o fluido gástrico do estômago.
Alimentada por baterias ingeríveis, a cápsula fornece estimulação por 20 minutos e é excretada em até duas semanas após a ingestão, de acordo com testes em animais de grande porte. A terapia eletrocêutica é apontada como o futuro dos medicamentos tradicionais e pode ser aplicada em doenças que afetam o sistema nervoso e outros órgãos.
Os autores do estudo consideram que o dispositivo tem vantagens em relação aos medicamentos hormonais habituais, oferecendo muitos novos caminhos para pesquisas sobre as complexas interconexões entre o cérebro e o intestino e para promover o uso de eletrocêuticos como intervenção clínica.
O FLASH é considerado como a próxima fronteira da neuromodulação, e futuros sistemas eletrocêuticos ingeríveis podem ser projetados e personalizados para aplicações específicas além da estimulação gástrica aguda e de curto prazo.