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Microplásticos encontrados nas artérias aumentam risco de infarto, AVC e morte

Estudo mostra possível relação com doenças cardiovasculares

Por Da Redação
Ás

Microplásticos encontrados nas artérias aumentam risco de infarto, AVC e morte

Foto: Flickr/OregonStateUniversity

Um estudo publicado no The New England Journal of Medicine, na última quarta-feira (7), mostrou que esses microplásticos foram encontrados nas artérias de 60% das pessoas participantes da avaliação. Nesses indivíduos, o risco de ter um ataque cardíaco, AVC (acidente vascular cerebral) ou, até mesmo, morrer era 4,5 vezes maior, em comparação com quem não apresentava microplásticos nas artérias.

Os microplásticos são partículas pequenas, menores do que 5 milímetros, de plásticos. Já os nanoplásticos são pedaços ainda menores, tão minúsculos que só podem ser vistos com microscópios especializados.

Estudos recentes têm descoberto a presença desses micro e nanoplásticos no sangue humano, no leite materno, na urina e nos tecidos que revestem o pulmão e o fígado. Agora, a pesquisa atual mostra que esses pequenos plásticos estão presentes também nas artérias de algumas pessoas e podem estar associados às doenças cardiovasculares.

A pesquisa foi realizada com 257 pessoas que tinham sido submetidas a uma cirurgia chamada endarterectomia carotídea. Esse procedimento é indicado para tratar a doença da artéria carótida, caracterizada pelo estreitamento das artérias devido a formação de placas de gordura e cálcio no seu interior.

Os pacientes foram acompanhados durante uma média de 34 meses após a cirurgia. No período, encontraram partículas de plástico, principalmente os nanoplásticos, nas artérias de 150 pacientes.

Segundo análises clínicas feitas pelos cientistas, a maior parte dessas partículas era composta por polietileno, o tipo de plástico mais utilizado no mundo e encontrado em embalagens de alimentos, sacolas de mercado e tubos médicos. Também foi encontrado PVC (cloreto de polivinila) nessas partículas.

Durante o acompanhamento, 20% desses pacientes sofreram infarto não fatal, AVC não fatal ou morreram, por qualquer causa. Entre aqueles que não apresentavam partículas plásticas em suas artérias, apenas 7,5% sofreram esses eventos.

De acordo com os pesquisadores, os pacientes com níveis detectáveis de plástico tinham um risco quase cinco vezes maior de sofrer um evento cardiovascular em comparação com os outros participantes. Esse resultado foi obtido após ajustes para idade, sexo, índice de massa corporal e condições de saúde como diabetes e colesterol alto.

A publicação destaca que o estudo é apenas observacional, ou seja, mostra somente uma associação entre as partículas de plástico e ataque cardíaco, AVC ou morte. Portanto, as descobertas não confirmam que os micro ou nanoplásticos foram responsáveis por esses eventos cardiovasculares.

Para chegar a essa conclusão, mais estudos seriam necessários, como um ensaio randomizado e controlado. 

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